{"id":15545,"date":"2015-10-23T14:33:36","date_gmt":"2015-10-23T14:33:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/?page_id=15545"},"modified":"2016-01-20T18:42:40","modified_gmt":"2016-01-20T18:42:40","slug":"quem-foi-emmanuel-kant","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/index.php\/quem-somos\/quem-foi-emmanuel-kant\/","title":{"rendered":"Quem foi Emmanuel Kant"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/immanuel.jpg\" rel=\"attachment wp-att-15614 lightbox-0\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-15614 size-full\" src=\"http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/immanuel.jpg\" alt=\"immanuel\" width=\"639\" height=\"427\" srcset=\"http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/immanuel.jpg 639w, http:\/\/www.colegiokant.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/immanuel-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/a>Fil\u00f3sofo alem\u00e3o. Nasceu em 22 de abril de 1724 em K\u00f6nigsberg e morreu em 12 de fevereiro de 1804. Kant era filho de um artes\u00e3o humilde, que trabalhava com artigos de couro. Estudou no col\u00e9gio Fridericianum e na Universidade de K\u00f6nigsberg onde mais tarde tornou-se professor catedr\u00e1tico, depois de alguns anos como preceptor de filhos de fam\u00edlias ricas. Kant nunca saiu da sua cidade natal, mas o seu legado filos\u00f3fico percorreu o mundo servindo como fonte da qual brota a maior parte das reflex\u00f5es dos s\u00e9culos XIX e XX.<\/p>\n<p>O universo espiritual submetido por Kant ao crivo da an\u00e1lise cr\u00edtica compunha-se de elementos variados e contradit\u00f3rios; apesar dessa dificuldade, esses elementos podem ser sintetizados em torno de duas grandes quest\u00f5es, a partir das quais se desdobram in\u00fameras outras.<\/p>\n<p>A primeira dessas quest\u00f5es diz respeito ao conhecimento, suas possibilidades, seus limites, suas esferas de aplica\u00e7\u00e3o. Com rela\u00e7\u00e3o a esses problemas, a filosofia do s\u00e9culo XVIII defrontava-se com duas ci\u00eancias que se apresentavam como conjuntos de conhecimentos certos e indiscut\u00edveis: a matem\u00e1tica e a f\u00edsica. A matem\u00e1tica tivera grande desenvolvimento a partir do Renascimento \u2013 sobretudo devido a cria\u00e7\u00e3o da geometria anal\u00edtica por Descartes (1596-1650) e do c\u00e1lculo infinitesimal por Newton (1642-1727) e Leibniz (1646-1716) \u2013 , constituindo-se no pr\u00f3prio modelo do conhecimento cient\u00edfico, gra\u00e7as a seu car\u00e1ter absolutamente necess\u00e1rio e universal. A f\u00edsica matem\u00e1tica, embora fosse uma disciplina jovem (n\u00e3o tinha mais de dois s\u00e9culos), triunfara de maneira completa com a sistematiza\u00e7\u00e3o realizada por Newton, tamb\u00e9m se constituindo num conjunto de proposi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e universais. Seus resultados no estudo dos movimentos dos corpos e na astronomia indicavam o caminho a ser seguido por todos que pretendessem conhecer os fen\u00f4menos naturais. Ao lado da matem\u00e1tica e da f\u00edsica, persistiam ainda no pensamento ocidental os grandes sistemas metaf\u00edsicos \u2013 na Alemanha de Kant, imperava o sistema leibniziano na vers\u00e3o de Christian Wolff (1679-1754) \u2013 que pretendiam dar respostas para os problemas da realidade \u00faltima das coisas. A metaf\u00edsica, contudo, n\u00e3o era mat\u00e9ria pac\u00edfica, capaz de oferecer solu\u00e7\u00f5es aceitas unanimemente, apesar de tentar demonstra\u00e7\u00f5es rigorosas. Kant foi \u201cdespertado do sono metaf\u00edsico\u201d pelo pensamento de David Hume cujas an\u00e1lises, especialmente do conceito de causalidade, demoliam as pretens\u00f5es do dogmatismo metaf\u00edsico de afirmar verdades eternas a respeito da ess\u00eancia \u00faltima de todas as coisas.<\/p>\n<p>A segunda grande quest\u00e3o que sintetiza o universo das id\u00e9ias ao tempo de Kant \u00e9 o problema da a\u00e7\u00e3o humana, ou seja, o problema moral. Tratava-se de saber n\u00e3o o que o homem conhece ou pode conhecer a respeito do mundo e da realidade \u00faltima, mas do que deve fazer, de como agir em rela\u00e7\u00e3o a seus semelhantes, de como proceder para obter a felicidade ou alcan\u00e7ar o bem supremo. Essa \u00e1rea da reflex\u00e3o filos\u00f3fica e sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 raz\u00e3o apenas cognitiva foi revelada a Kant sobretudo pelas obras de Rousseal, que formulou uma filosofia da liberdade e defendeu a autonomia e o primado do sentimento sobre a raz\u00e3o l\u00f3gica. Por outro lado, Kant, embora vivendo na distante K\u00f6nigsberg, longe de Paris e dos grandes centros, sempre teve plena consci\u00eancia dos problemas sociais e pol\u00edticos da \u00e9poca e tomou partido favor\u00e1vel \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, na qual via n\u00e3o apenas um processo de transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica, mas sobretudo um problema moral.<\/p>\n<p>A essas duas grandes quest\u00f5es aliaram-se no esp\u00edrito de Kant os problemas da aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e das formas de pensamento da biologia, cujas peculiaridades em rela\u00e7\u00e3o ao problema do conhecimento e ao problema da moral articulou numa vis\u00e3o sistem\u00e1tica das fun\u00e7\u00f5es e dos produtos de raz\u00e3o humana. Todos esses problemas foram analisados por Kant em in\u00fameras obras, redigidas e publicadas de 1746 at\u00e9 1798. Entre elas destacam-se: Hist\u00f3ria Geral da Natureza e Teoria do C\u00e9u (1755), O \u00danico Argumento Poss\u00edvel para um Demonstra\u00e7\u00e3o da Exist\u00eancia de Deus (1763), Sonhos de um Vision\u00e1rio, Interpretados Mediante os Sonhos da Metaf\u00edsica (1766), Disserta\u00e7\u00e3o sobre a Forma e os Princ\u00edpios do Mundo Sens\u00edvel e do Mundo Intelig\u00edvel (1770), Proleg\u00f4menos a Qualquer Metaf\u00edsica Futura que Possa Vir a Ser Considerada como Ci\u00eancia (1783), Fundamenta\u00e7\u00e3o da Metaf\u00edsica dos Costumes (1785). Mas foi sobretudo em tr\u00eas obras que todas as quest\u00f5es filos\u00f3ficas compareceram diante de um tribunal, especialmente formado para julgar a raz\u00e3o: a cr\u00edtica. O problema do conhecimento \u00e9 examinado na Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura (1781); A Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pr\u00e1tica (1788) analisa o problema moral; e a Cr\u00edtica da Faculdade de Julgar (1790) estuda a beleza natural e art\u00edstica e o pensamento biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Na Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura, Kant tenta responder as quest\u00f5es: \u201cQue podemos conhecer?\u201d; \u201cQue podemos fazer?\u201d; \u201cQue podemos esperar?\u201d; e remete a raz\u00e3o centro do mundo como Cop\u00e9rnico remetia o Sol ao centro do sistema planet\u00e1rio. Kant p\u00f5e em movimento a revolu\u00e7\u00e3o copernicana no dom\u00ednio pr\u00e1tico. Realiza esta revolu\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e mostra como o entendimento, legislando sobre a sensibilidade e a imagina\u00e7\u00e3o, torna poss\u00edvel uma f\u00edsica a priori.<\/p>\n<p>Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura \u00e9 a obra-prima de Kant. Seus efeitos se fazem sentir ainda hoje na investiga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Na Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pr\u00e1tica, Kant exp\u00f4s a doutrina \u00e9tica que lhe serviu de base para a demonstra\u00e7\u00e3o de uma ordem transcendente, sem que fosse necess\u00e1rio recorrer \u00e0 metaf\u00edsica especulativa. A \u00e9tica, para ele, n\u00e3o precisa dos dados da sensibilidade e, portanto, n\u00e3o pode cair em \u201cilus\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>O imperativo categ\u00f3rico kantiano pode ser assim enunciado: \u201cAge de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal\u201d.<\/p>\n<p>Na Cr\u00edtica da Faculdade de Julgar, Kant analisa as no\u00e7\u00f5es de beleza e finalidade, inerentes ao homem e tamb\u00e9m n\u00e3o explic\u00e1veis pela experi\u00eancia. A intui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica realiza a s\u00edntese entre os dois termos, a imagina\u00e7\u00e3o (sensibilidade) e o entendimento, permitindo que a raz\u00e3o se torne sens\u00edvel e a sensibilidade, racional.<\/p>\n<p>Texto extra\u00eddo dos livros:<\/p>\n<p>KANT, Immanuel, Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura . S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 2000. (Cole\u00e7\u00e3o os Pensadores).<\/p>\n<p>KANT, Immanuel. Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura. S\u00e3o Paulo: Martin Claret, 2003. (Cole\u00e7\u00e3o a obra-prima de cada autor).<\/p>\n<p>KANT, Immanuel. Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pr\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: Martin Claret, 2003. (Cole\u00e7\u00e3o a obra-prima de cada autor).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fil\u00f3sofo alem\u00e3o. Nasceu em 22 de abril de 1724 em K\u00f6nigsberg e morreu em 12 de fevereiro de 1804. Kant era filho de um artes\u00e3o humilde, que trabalhava com artigos de couro. 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